Comentários sobre “O avanço digital na assistência à saúde” da PwC

A consultoria Price Waterhouse Coopers (PwC) publicou o estudo “O avanço digital na assistência à saúde”, que aborda algumas perspectivas do desenvolvimento deste setor em mercados emergentes como o Brasil (o estudo completo pode ser lido aqui).

 

Dentre muitos aspectos, comentamos aqui os que mais dizem respeito à vertical de saúde digital, influenciando empreendedores, fornecedores e gestores de saúde voltados a este importante segmento.

As tendências sociais e demográficas de envelhecimento populacional, aumento da prevalência de doenças crônicas e aumento da classe média são conhecidas e impactam o mercado de saúde como um todo; mais especificamente, a popularização crescente dos smartphones e dispositivos conectados parece reforçar a tecnologia digital como um caminho de melhorias no atendimento e organização dos serviços.

 

Embora o Ministério da Saúde do Brasil esteja atento a este movimento e procure aumentar a digitalização e integração de seus sistemas – o que é uma oportunidade para fornecedores – há importantes lacunas de infraestrutura, recursos humanos e materiais que comprometem a capacidade de atendimento do SUS, de forma que grande parcela da população segue desassistida, formando mercado consumidor para serviços de saúde privados, porém acessíveis.

 

Esta busca por integração de sistemas do SUS remete a uma questão mais ampla e premente para instituições de saúde públicas e privadas, que é a interoperabilidade entre dispositivos médicos e sistemas de informação. Em hospitais norte-americanos que adotam tecnologias de ponta, permanecem alguns gaps de qualidade e eficiência no atendimento por conta de fluxos informacionais que ainda necessitam de intervenção humana.

 

Em mercados emergentes como o Brasil, a digitalização na saúde é mais incipiente. O estudo cita a pesquisa TIC Saúde 2015, do Instituto CETIC, a qual aponta que somente cerca de 50% dos estabelecimentos de saúde pesquisados no país usam prontuários eletrônicos. Paradoxalmente, tal condição pode ser favorável para a transformação digital, pois com menos custos perdidos em sistemas legados e hardware, fica facilitada a decisão de aquisição e implementação de novas infraestruturas digitais, inclusive considerando a interoperabilidade com demais dispositivos.

 

Algo que evidencia essa transformação digital em saúde é a própria mudança de sentido do termo infraestrutura. Se antes a palavra remetia a desktops, equipamentos e servidores em sistemas isolados, cuja assistência dependia da visita de técnicos, no novo modelo de saúde a infraestrutura se distancia do tangível, abrangendo o próprio software como serviço (SaaS), múltiplos dispositivos, armazenamento na nuvem, sistemas em código aberto e assistência remota, tudo mediado pela internet.

 

A consequente redução de custos temporais, financeiros e de processos decorrente da inovação  favorece a criação de novos modelos de negócio, cujo sucesso depende não somente de serem disruptivos, mas também confiáveis e verdadeiramente centrados na experiência do cliente, seja ele paciente, médico ou gestor de saúde. Há inúmeras possibilidades de serviços na cadeia de assistência em saúde, mas alguns pontos são mais significativos ou problemáticos, com maior abertura para soluções inovadoras, como por exemplo a integração e disponibilidade de informações entre equipes e instituições.

 

Aos leitores interessados em conhecer melhor algumas soluções de saúde digital em desenvolvimento ou disponíveis no mercado brasileiro, convidamos a acessar a Comunidade da whizHealth por meio deste link.

 

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