Investimentos em saúde digital: oportunidades para empresas de todos os tamanhos

Tablet e jornal sobre investimentos em saúde

 

O mercado de saúde tem ganhado considerável atenção de investidores no Brasil e no mundo. Enquanto no Brasil startups como Vitta, Dr.consulta e SaúdeControle recebem  aportes consideráveis e grandes fundos como Gávea e Pátria ampliam sua fatia neste setor, no exterior as giant techs Google, GE, Apple, Amazon, IBM e Intel também adquirem startups e desenvolvem tecnologias próprias para o cuidado em saúde.

 

Num mercado que já movimenta R$ 500 bilhões anuais no país, tais fluxos de investimento estão relacionados a duas fortes tendências supranacionais: a crescente digitização de processos e serviços – haja vista o enorme campo a ser desbravado nas clínicas e hospitais de papel e caneta – e o envelhecimento populacional nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, que pressionam a indústria por mais e melhores tratamentos e soluções para qualidade de vida.

Uma vez que a missão fundamental da maioria das instituições de saúde é cuidar e salvar vidas – missão que envolve uma rede complexa de profissionais, instalações e fornecedores a ser gerenciada – não é incomum encontrar instituições de boa assistência, mas de gestão não tão eficiente, com grande potencial de otimização por processos e uso de tecnologia digital, gerando ganhos de qualidade e redução de custos.

 

Tal contexto de oportunidade para investir foi exposto com perspicácia por Marcelo Hallack em sua apresentação no espaço da whizHealth na feira Hospitalar, realizada no último mês de maio em São Paulo.

 

Com notável conhecimento do setor – Marcelo foi presidente do conselho da Rede D’Or São Luiz, atuou no BTG Pactual e atualmente é sócio da Bionexo – assinalou que os serviços de saúde sempre serão uma necessidade humana (need to have), não apenas um desejo (nice to have), e que há inúmeras possibilidades ainda não exploradas de ganho de eficiência na longa cadeia de serviços de saúde.

 

Falando para um grande público que se reuniu no espaço, Marcelo afirmou que o mercado de saúde ainda não viveu seu momento de grande disrupção, a exemplo do que aconteceu com o entretenimento em casa, transporte e hospedagem, apenas para citar os setores mais emblemáticos. Para os empreendedores e investidores otimistas, tal observação é convidativa e mostra que há espaço para crescimento e até para empresas unicórnio; já para os cautelosos ou pessimistas, é um indicativo das peculiaridades do mercado de saúde que dificultam a escalabilidade dos novos modelos de negócio propostos pelas startups.

 

Se bem que, a julgar pela presença dos grandes fundos de private equity e de venture capital no mercado e pelo desenvolvimento do atual ecossistema de saúde – parte da missão da whizHealth – os otimistas é que estão ganhando esse jogo. 😉

 

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